quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A importância do Desporto Escolar


"Eles gostam e sentem-se promovidos quando o professor de Educação Física os chama para participarem nos torneios de futsal, voleibol, basquetebol ou no corta-mato organizado pelo Desporto Escolar. Nos dias dos torneios, ali estão eles, em destaque, a representar as cores e os valores das suas escolas e a dar o seu melhor! Nas bancadas estão os pais a torcer por eles e pela escola.

Não tenho dúvidas de que o Desporto Escolar ajuda a criar espírito de grupo, de pertença. E se hoje, os pais vão vê-los ao complexo desportivo, amanhã vão à escola falar com o director de turma, ou seja, o Desporto Escolar pode ser um modo de interessar os pais pela escola.

O Desporto Escolar também é democrático e promotor da igualdade. Lado a lado, estão alunos dos colégios e das escolas públicas, todos iguais, a lutar pelos mesmos lugares nos pódios. No final, todos recebem medalhas e troféus.
Para muitos, sobretudo aqueles que não têm dinheiro para ginásios e clubes , é o Desporto Escolar a forma que têm de praticar uma modalidade de que gostam, sem gastar dinheiro. Para muitos alunos é o único meio para fazerem actividade física.

O Desporto Escolar pode mesmo ser a motivação para estar na escola, sobretudo para aqueles alunos que não gostam, que têm maus desempenhos e mau comportamento mas que estão em grande forma física e brilham no desporto.

Por tudo isto, não compreendo os cortes que o Governo pretende fazer neste programa."

Adaptado de :http://educaremportugues.blogspot.com/2011/01/importancia-do-desporto-escolar.html

Critério pedagógico

"Se houvesse um critério pedagógico a ordenar as opções da política educativa, é evidente que o governo ao invés de reduzir teria de aumentar o tempo do Desporto Escolar e da Educação Física curricular respeitando ao menos as orientações da comunidade europeia já que ignora a comunidade científica de Educação Física. A jornalista elencou alguns motivos que justificam a sua apreensão. Parecem óbvios. E não é necessário ser-se um especialista na área da motricidade para demonstrar que os tempos da hipocinésia estão aí com todas as suas maleitas, que erradamente se designam de maleitas civilizacionais. Como se o retrocesso civilizacional pudesse encerrar algum propósito de humanidade."
 

terça-feira, 11 de janeiro de 2011


Menos desporto e mais quatro quilos


Próximo ano lectivo com menos actividades desportivas.
 
A eliminação do desporto escolar pode levar cada aluno a ganhar quatro quilos num só ano lectivo, revela um especialista em obesidade infantil apresentando dados estatísticos à agência Lusa. Na sequência das previsões para o plano de organização do próximo ano escolar, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) criticou aquilo que diz ser a eliminação das horas para o desporto escolar.
Para António Palmeira, investigador da Universidade Lusófona, a supressão do desporto escolar teria consequências a longo prazo na saúde dos jovens. “Parece-me uma perspectiva muito economicista, de curto prazo. As pessoas que não fazem desporto nestas idades muito dificilmente o farão na idade adulta e 80 por cento dos que são obesos nesta altura serão obesos na idade adulta”, frisou em entrevista à agência Lusa.
Segundo as contas do especialista, duas sessões de desporto escolar por semana representam o consumo de mil calorias, o que corresponde a 30 mil calorias por ano. “Representam quatro quilos a mais no jovem se mantiver o mesmo regime alimentar num ano lectivo, só por não terem desporto escolar”, sintetiza António Palmeira.
Segundo o especialista, sem o desporto escolar “será difícil os alunos terem acesso de forma organizada à prática desportiva”. “O desporto escolar é uma oportunidade de os nossos jovens praticarem desporto da sua preferência sem ser tão sério como um clube federativo e com encargos reduzidos para as famílias”, explica.
Sobre a nova taxa de IVA aplicada ao desporto juvenil, que aumentou de seis para 23 por cento, António Palmeira teme que leve também à redução da práctica desportiva: "Provavelmente vai passar a ver-se como um extra, um luxo”.
A Fenprof acusou, na última segunda-feira, o Ministério da Educação de querer “impor, sem negociar”, um plano de organização do próximo ano escolar que poderá eliminar “cerca de 10 mil horários de trabalho”, entre os quais se incluem os cerca de mil horários para o desporto escolar.

11 de Janeiro de 2011

domingo, 9 de janeiro de 2011

ACÇÕES DE FORMAÇÃO/INFORMAÇÃO

Consumo de substâncias Psicoactivas – ÁLCOOL E TABACO

Estas acções de formação/informação sobre "SPA", para cerca de 150 alunos do Ensino Básico – 9.º ano, são orientadas por técnicos superiores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro de Vila Real e têm o apoio do Centro de Saúde de Lamego e Unidade de Saúde Familiar Douro Vita. Integram-se no Projecto de Educação para a Saúde da Escola.

Dia - Dia da semana  - Turma  - Aula  - Hora  - Sala

10-01-2011 2.ª Feira 9.º D Formação Cívica 10:20 h - 11:50 h G0 1
10-01-2011 2.ª Feira 9.º F Formação Cívica 10:20 h - 11:50 h Auditório
11-01-2011 3.ª Feira 9.º E Formação Cívica 12:00 h - 13:30 h Auditório
12-01-2011 4.ª Feira 9.º C Formação Cívica 12:00 h - 13:30 h Auditório
13-01-2011 5.ª Feira 9.º G Formação Cívica 10:20 h - 11:50 h Auditório
14-01-2011 6.ª Feira 9.º A Formação Cívica 10:20 h - 11:50 h 213
14-01-2011 6.ª Feira 9.º B Formação Cívica 13:50 h - 15:20 h 104

domingo, 2 de janeiro de 2011

DOPING

          Dopagem bioquímica ou simplesmente dopagem (em inglês, doping), quando não houver possibilidade de confusão ou pelo uso no domínio específico ou restrito da medicina desportiva, é a utilização de substâncias proibidas no desporto que podem tornar o atleta mais forte e mais rápido sendo considerado uma espécie de trapaça e sendo proibido em torneios e campeonatos, por promoverem o aumento ilícito do rendimento do atleta, humano ou animal. Essas perigosas substâncias fazem com que os atletas tenham um melhor rendimento físico no desporto, provendo-lhes vantagens competitivas desleais, pois desiguais, em relação aos demais que delas não se utilizam.



Expresso online, 01-01-2011

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010


Cinco dicas para acabar com o stresse...


Já dizia o velho Hipócrates, por muitos considerado o pai da medicina: "Todo o excesso é mau." Ou, como lembrava o escritor francês Jean-Pierre Claris de Florian, "o excesso de um grande bem torna-se um mal muito grande." As duas máximas aplicam-se ao stresse. Na dose certa, é um mecanismo fundamental à sobrevivência - sem ele "estaríamos todos mortos", nota o psiquiatra e fundador do Instituto de Prevenção do Stresse, Rui Mota Cardoso. Mas, em excesso, o stresse é um perigo sério. Tão sério que pode matar-nos. Chamam-lhe "a doença mais mortífera do século XXI", mas não é ele a premir o gatilho. O crime encomenda-o a uma lista de patologias assassinas a que está associado, do Alzheimer às doenças cardiovasculares, passando pela depressão e outros males.

Dizem os estudos que, mais do que os genes ou fatores de risco como o tabaco, é o stresse a variável mais importante na hora de determinar quão longa vai ser uma vida. E, surpreendentemente, as formas mais perigosas de stresse são aquelas que parecem mais inofensivas. Várias investigações demonstram que não são as pessoas que ocupam cargos de topo, de enorme responsabilidade, aquelas que estão mais em risco, mas as que ocupam os últimos degraus na escada social e laboral. Não são as horas extras que mais matam. É a frustração pela total ausência de controlo sobre as nossas responsabilidades.

Numa situação de stresse normal, o organismo retoma o estado inicial ao fim de alguns minutos. O problema é que na montanha-russa dos dias o gatilho é premido vezes sem conta, a um ritmo que pode não ter espaço para recuperar. O stresse torna-se crónico. Para atacar o problema, Robert Sapolsky, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, um dos mais proeminentes neurocientistas mundiais, está a trabalhar no desenvolvimento de um tratamento que funcione como uma vacina para o stresse. Trata-se, no fundo, de recorrer à engenharia genética para provocar a libertação de proteínas protetoras que impeçam o excesso de stresse de danificar o organismo. O tratamento está muito longe de poder ajudar alguém - serão precisos vários anos até que chegue à fase de ensaios clínicos - mas os primeiros testes em laboratório foram animadores: a injeção foi capaz de prevenir quase todos os danos celulares em ratos que foram submetidos a stresse. "Para ser honesto, ainda estou espantado por ver que funciona", disse Sapolsky à revista "Wired". "Provámos que conseguimos reduzir os danos neuronais provocados pelo stresse".

Enquanto a ciência continua à procura de respostas para atacar o stresse, o trabalho dos investigadores vai dando pistas para prevenir que este se torne um problema. Um bom princípio é organizar e controlar a nossa vida para evitar que esta se torne um vulcão de ansiedade - aspirações demasiado irrealistas, por exemplo, seja na vida profissional ou quotidiana, são terreno fértil para a frustração e o stresse.


1. Enfrente os seus medos
Há outras estratégias para se defender. Começa por enfrentar os medos. Um estudo realizado com paraquedistas noruegueses demonstrou que estes apresentavam doses massivas de stresse quando se preparavam para dar o primeiro salto, mas tornavam-se menos ansiosos à medida que a experiência se repetia. O stresse manifestava-se apenas durante o próprio salto, ou seja, quando o organismo precisava dele.

2. Beba pouco, durma muito
A cartilha antistresse passa também pelos nossos hábitos. Anote: não abuse do álcool e durma o suficiente. Apesar do álcool ser um ansiolítico quando bebido com moderação, o seu efeito é contrário se tomado em excesso. A ingestão de uma quantidade superior a um grama por litro liberta uma grande quantidade de hormonas de stresse. Dormir bem também é importante. Investigações recentes demonstram que basta uma noite mal dormida para provocar um aumento súbito na libertação de hormonas de stresse. A cruel ironia é que este fenómeno torna mais difícil adormecer. É um círculo vicioso: mais stresse conduz a mais insónia, o que ajuda a explicar o porquê de os problemas de sono serem um fator de risco para a depressão.

3. Fuja dos conflitos
Se quer ter níveis de stresse baixos deve manter-se longe de confusões. Ao observar babuínos, Robert Sapolsky identificou traços de personalidade que estavam associados a baixos níveis de hormonas de stresse. Entre eles estava a capacidade de se afastarem de provocações. Os babuínos mais pacíficos ficavam não só mais tempo no topo da hierarquia do grupo, o que reduzia a sua ansiedade.

4. Exercite-se e medite
A meditação pode ajudar. Bastam dez minutos, uma ou duas vezes por dia, para esquecer as preocupações. Já o exercício físico pode ter efeitos antagónicos. Ainda que seja uma excelente 'pílula antistresse', os seus efeitos só se fazem sentir se o fizermos de livre vontade. Se formos forçados a ir para o ginásio os níveis de stresse não vão diminuir. Pelo contrário, poderão aumentar.


5. Faça amigos
Vários estudos têm revelado que as pessoas com menos amigos ou familiares próximos têm uma menor esperança de vida, o que pode ser explicado pelo stresse associado à depressão. Sendo assim, deixe tempo para quem mais gosta. Se quer ver o stresse longe, mantenha os amigos por perto.

Adaptado  da Única de 23 de Dezembro de 2010

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

SIDA

A sida (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é uma doença não hereditária causada pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH ou HIV - na língua inglesa) que enfraquece o sistema imunitário do nosso organismo, destruindo a capacidade de defesa em relação a muitas doenças.
O VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana) é o agente causador da sida. Este agente pode ficar incubado no corpo humano por tempo indeterminado, sem que manifeste quaisquer sintomas. Quando uma pessoa está infectada com o VIH diz-se que é seropositiva.
Uma pessoa VIH-positiva pode não ter sinais da doença, aparentando mesmo um estado saudável durante um período de tempo que pode durar vários anos. No entanto, essa pessoa está infectada e, porque o vírus está presente no seu organismo, pode, durante todo esse tempo, transmiti-lo a outra pessoa.
Quais são as formas de transmissão do VIH?
A transmissão sexual é a principal via de transmissão da infecção VIH em todo o mundo. As secreções sexuais de uma pessoa infectada podem, com grande probabilidade, transmitir o VIH sempre que exista uma relação sexual com penetração – anal, vaginal ou oral – sem preservativo. O risco associado ao sexo oral aumenta quando se verificam algumas infecções, nomeadamente úlceras bocais, gengivas inflamadas, garganta irritada ou gengivas a sangrar após escovagem ou utilização do fio dentário.
Outra via de transmissão é o contacto com sangue infectado, pelo que a partilha de seringas, agulhas, escova de dentes, lâminas de barbear e/ou material cortante com a pessoa infectada pelo VIH constitui risco de transmissão. Os utensílios e objectos mencionados, depois de utilizados, devem ser colocados em contentores rígidos com abertura e tampa (pode obtê-los nos centros de saúde) ou, então, em garrafas de água ou sumo vazias, de material rígido e grosso, que também são excelentes para este fim. Embora represente um risco menor, não devem ser partilhados objectos cortantes onde exista sangue de uma pessoa infectada. É o caso, por exemplo, dos piercings, instrumentos de tatuagem e de furar as orelhas e alguns utensílios de manicura.
Da mãe para o filho durante a gravidez, parto e/ou amamentação. Se a mãe estiver infectada pode transmitir a infecção ao bebé durante a gravidez, através do seu próprio sangue, ou durante o parto, através do sangue ou secreções vaginais. Há ainda o risco de contágio durante o período de aleitamento. Sempre que haja alternativas à amamentação, esta deve ser evitada.
Da saúde da futura mãe dependerá a saúde da criança. Assim, é muito importante que, antes e durante a gravidez, a mulher seja acompanhada regularmente pelo seu médico assistente. Todas as mulheres grávidas têm direito a usufruir do Serviço Nacional de Saúde, onde os serviços de vigilância materna são prestados gratuitamente.
Quando a mãe é seropositiva, as terapêuticas anti-retrovíricas, ministradas durante a gravidez, permitem a redução do risco do seu bebé nascer infectado.

Para saber mais:

Adapatdo do Portal da Saúde

quarta-feira, 17 de novembro de 2010


COMO DEIXAR DE FUMAR
17 de Novembro - Dia Mundial do Não Fumador

A American Cancer Society sugere:
1 . Decida fumar apenas um cigarro por hora, ou deixe de fumar durante uma hora inteira; depois, vá acrescentando a essa abstinência sucessivos períodos de meia hora, de forma progressiva.
2 . Dificulte o seu acesso aos cigarros. Embrulhe o maço e ate-o com elásticos. Fume com a mão esquerda, se está habituado a fumar com a direita.
3 . Compre uma marca de que não goste, mas só um maço de cada vez.
4 . Se costuma fumar quando bebe café, passe a beber chá ou sumo de fruta.
5 . Preste atenção ao seu corpo. Readquira uma boa forma física. O exercício físico favorece a descontracção.
6 . Telefone aos amigos, anunciando-lhes que vai deixar de fumar.
7 . Se puder passar sem o cigarro um dia inteiro, também poderá passar dois. Experimente.
8 . Economize o dinheiro que poderia gastar.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A PROFESSORA É BRAVA
"Eu ainda não tive o prazer de conhecer pessoalmente a nova professora da minha filha mais velha, mas já gosto dela por antecipação. Três dias depois de ter entrado para a primária, a Carolina declarou solenemente: “A minha professora é brava”. Brava?!?, perguntei eu. “Sim, brava. Ela não me deixa espreguiçar, ela não me deixa bochechar [a Carolina queria dizer ‘bocejar’], ela não me deixa beber água [a Carolina queria dizer ‘ela não me deixa interromper a aula para fazer o que me apetece’]. É muito brava”. Eu, que estava com algum receio de colocar a Carolina no ensino público, respirei de alívio. “Ufa, parece que lhe saiu a professora certa”, comentei com a minha excelentíssima esposa. Receava que lhe tivesse calhado alguém que falasse com ela como a ministra Isabel Alçada falou connosco no famoso vídeo de início do ano lectivo: como se o nosso cérebro estivesse morto e todo o acto de aprendizagem tivesse de ser um desmesurado prazer. A Carolina vinha de um infantário fantástico, que tem feito maravilhas pelos nossos filhos, mas onde era mais mimada do que o menino Jesus no presépio. Ora, chega uma fase na vida em que as crianças têm de perceber o que significa a disciplina, o esforço, a organização, o silêncio, o saber estar numa sala de aula, e toda uma vasta parafernália de actividades que não são tão agradáveis como comer Calippos de morango ou gerir o guarda-roupa das Pollys – mas que ainda assim são essenciais para viver em sociedade. A minha filha está na idade certa para aprender que tem a obrigação de gastar 20 minutos diários a fazer o trabalho de casa. Para perceber que uma irmã mais velha tem mais privilégios mas também mais deveres do que os seus irmãos. Para compreender que com muito poder vem muita responsabilidade (sábias palavras do tio do Homem-Aranha). É essencial que estes valores – que atribuem o devido mérito à liberdade e ao esforço individual – estejam alinhados entre a casa e a escola. Isso nem sempre acontece. A nossa escola passou num piscar de olhos da palmada no rabo à palmadinha nas costas. Ninguém tem saudades da palmatória, mas quando perguntam aos pais o que eles mais desejam para a escola dos seus filhos, a resposta costuma ser esta: regras claras e maior exigência. Os professores bravos fazem muita falta. Hoje a Carolina protesta. Amanhã irá agradecer-lhe."
Artigo retirado do: http://educar.wordpress.com/

domingo, 17 de outubro de 2010

CLUBE DE VOLEIBOL DA
ESCOLA SECUNDÁRIA DE LATINO COELHO
TORNEIO DE VOLEIBOL DO CTOE
A equipa de juvenis femininos do Clube de Voleibol da Escola Secundária de Latino Coelho foi Campeã do Torneio.
Escola e Clube de Voleibol da Escola Secundária de Latino Coelho obtiveram com empenho e muito fair-play excelentes prestações desportivas no Torneio de Voleibol do CTOE.
Desde o dia 20 de Setembro que decorreu em Lamego o Torneio de Voleibol organizado pela A.V.V. (Associação de Voleibol de Viseu – Lamego) e pelo CTOE (Centro de Tropas de Operações Especiais. Este torneio realizou-se no Colégio de Lamego, às segundas, terças e quintas-feiras entre as 20:00 h e as cerca de 11:30 h. Participaram neste torneio quatro equipas femininas e oito masculinas da cidade de Lamego, do Peso da Régua, Viseu e de Oliveira dos Frades, realizando-se quarenta e dois jogos na totalidade. Como é característica deste torneio, ele é aberto a todos participantes independentemente da sua idade e sexo.
Ao longo de quase um mês cerca de 30 alunos das equipas de juvenis femininos e masculinos das equipas de Voleibol da Escola e Clube de Voleibol participaram neste torneio e mais uma vez mostraram a qualidade do voleibol praticado. No último sábado dia 16 de Outubro, realizaram-se as finais femininas e masculinas.
Mais uma vez, no fim do torneio a equipa feminina do Clube de Voleibol do “Liceu” de Lamego – Escola Secundária de Latino Coelho voltou a sagrar-se campeã obtendo só vitórias em todos os jogos em que participou, ganhou cinco jogos e onze sets em doze possíveis. A equipa federada de Juvenis femininos sagrou-se Campeã do Torneio do CTOE. A equipa de juvenis masculinos federada obteve um honroso quinto lugar. É de referir que também participaram neste torneio seis equipas seniores. A classificação das equipas femininas foi a seguinte: 1.º lugar – Clube de Voleibol da Escola Secundária de Latino Coelho, 2.º lugar – CCPAD (Clube de Caça e Pesca do Alto Douro), 3.º lugar – Colégio de Lamego e por último em 4.º lugar – CTOE. A classificação das equipas masculinas foi a seguinte: 1.º lugar – Sem Nome, 2.º lugar – CCPAD – 3.º lugar – PT Viseu, 4.º Lugar Colégio de Lamego, 5.º lugar – Clube de Voleibol da Escola Secundária de Latino Coelho, 6.º lugar – PALGOR, 7.º lugar – MIDVOLEI e, por último, e, em 8.º lugar o CTOE. O Voleibol do Clube e Escola Secundária de Latino Coelho está de parabéns por mais este êxito.
O encerramento do torneio, ocorreu no quartel do CTOE, aonde foi servido o tradicional rancho e entregues os prémios aos participantes.
A partir do próximo fim-de-semana iniciar-se-ão vários jogos de Voleibol federado das nossas cinco equipas a contar para o Campeonato Nacional, Torneio da Associação de Voleibol de Viseu-Lamego e Torneio da Associação de Voleibol do Porto. Aos sábados e aos domingos à tarde o Ginásio da Escola Secundária de Latino Coelho receberá grandes equipas do Voleibol nacional. Caro leitor, está desde já convidado a assistir aos diversos jogos e apoiar as nossas equipas.
O Clube de Voleibol da Escola Secundária de Latino Coelho está aberto a quem queira jogar Voleibol e tem, neste momento, cerca de noventa atletas participantes nas suas equipas. Não podemos esquecer ainda as muitas dezenas, poderemos dizer centenas de alunos que todos os dias passam pelos seus campos de Voleibol que estão montados permanentemente nos seus recreios e onde jogam e treinam dezenas de duplas de Gira-Volei e Gira +. Nesta duas modalidades de Voleibol a Escola e o seu Clube de Voleibol tem cerca de quinze duplas campeãs nacionais.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

terça-feira, 5 de outubro de 2010

COMO POUPAR ÁGUA EM CASA

A água é um bem essencial à Vida que se tem tornado cada vez mais escasso. Perante a ameaça de um futuro sem água, todos somos chamados a agir no sentido de preservar o nosso bem mais precioso. Saiba como contribuir para esta causa que é de todos, começando por mudar hábitos e atitudes em sua casa. A casa-de-banho é responsável por uma parte considerável da água que consumimos em casa, nomeadamente através das descargas do autoclismo. Com efeito, o consumo dos autoclismos representa 40% do total do consumo doméstico. Resulta daqui que o consumo médio anual associado à utilização do autoclismo se estima em 45 mil litros por fogo, ou seja, 230 mil milhões de litros no País.

Mas o consumo de água pelo autoclismo pode ser controlado através de pequenos gestos do dia-a-dia que fazem toda a diferença: - ajuste o autoclismo para o volume de descarga mínimo (quando aplicável); - use a descarga de menor volume, ou interrompa-a, para usos que não necessitem da descarga total (e.g. urina); - coloque o lixo num balde apropriado a esse fim, evitando deitar lixo na bacia de retrete e a descarga associada; - reduza o volume de armazenamento (colocando garrafas, pequenas barragens plásticas, etc.), evitando no entanto usar objectos que se deteriorem ou que impeçam o bom funcionamento dos mecanismos; - não efectue descargas desnecessárias do autoclismo; - reutilize a água de outros usos para lavagem da bacia de retrete (em situações de escassez); Por outro lado, o consumo de água na casa-de-banho depende muito de como fazemos a nossa higiene pessoal. A maioria dos fogos portugueses possui pelo menos um chuveiro e uma banheira. Os banhos e duches são usos bastantes significativos na habitação, representando cerca de 39% do consumo médio diário, existindo um potencial de poupança significativo para medidas que reduzam o volume gasto em cada utilização, sem ser sacrificado o conforto do utilizador.

Há muito que pode fazer para controlar a água usada na banheira/chuveiro:- utilize preferencialmente o duche em alternativa ao banho de imersão; - tome de duches curtos, com um período de água corrente não superior a 5 minutos; - feche da água do duche durante o período de ensaboamento; - em caso de opção pelo banho de imersão, utilize apenas 1/3 do nível máximo da banheira; - recolha a água fria corrente até chegar a água quente à torneira, para posterior rega de plantas ou lavagens na habitação (em situação de escassez); Como vê está ao nosso alcance reduzir o consumo de água para garantir um futuro com água para todos!

domingo, 3 de outubro de 2010

VACINA CONTRA A GRIPE
A Direcção-Geral de Saúde quer que, este ano, a vacina contra a gripe atinja mais de 75% das pessoas. Desta vez, a vacina imuniza também contra o vírus da gripe A. Cerca de 1,7 milhões de vacinas contra a gripe começam hoje a ser vendidas nas farmácias. A estas juntam-se cerca de 300 mil, que vão ser distribuídas nos centros de saúde, de forma gratuita, pelas pessoas mais desfavorecidas e institucionalizadas. Desta vez, a vacina imuniza também contra o vírus da gripe A."Neste momento, as farmácias e os centros de saúde estão a ser abastecidos com as vacinas necessárias", afirma a subdirectora geral da Saúde, Graça Freitas. Fonte da Associação Nacional de Farmácias (ANF), contactada pela agência Lusa, confirma que as farmácias já têm disponíveis as vacinas, que poderão ser compradas mediante apresentação de receita médica, válida até 31 de Dezembro. Nas administrações regionais de saúde, e para serem colocadas nos centros de saúde, estão também já as vacinas que irão ser distribuídas gratuitamente aos residentes de lares de idosos de instituições particulares de solidariedade social, das misericórdias e de gestão directa da Segurança Social, aos doentes integrados na rede de cuidados continuados e beneficiários do complemento solidário para idosos. A Direcção-Geral de Saúde (DGS) pretende que, este ano, a vacina atinja mais de 75% das pessoas em instituições e acima de 50% da população considerada prioritária: idosos com mais de 65 anos, doentes crónicos e imunodeprimidos ou grávidas com mais de 12 semanas de gestação. Não há data concreta para o início da vacinação – uma informação que Graça Freitas não quis também adiantar, para "não criar ansiedade nas pessoas e gerar uma corrida às vacinas". "Nós aconselhamos a vacinação em Outubro. O dia exacto é quando as pessoas quiserem", diz a subdirectora geral da Saúde, adiantando que "pode acontecer que algum local ainda não tenha a vacina disponível e isso pode gerar ansiedade nas pessoas". A subdirectora geral de Saúde apela ainda aos médicos que façam uma "prescrição criteriosa, para que a vacina chegue a quem precisa". Para prevenir a transmissão da gripe, Graça Freitas aconselhou os portugueses a manterem as medidas que "tão bem interiorizaram" de higiene das mãos, de "etiqueta respiratória" e de distanciamento social para evitarem a propagação do vírus H1N1. "São medidas que servem para qualquer doença que se transmite da forma como a gripe o faz. São medidas que devíamos adoptar no dia-a-dia", defende. Graça Freitas apela ainda às pessoas que têm indicação para serem vacinadas para o fazerem, porque "a vacina é eficaz, segura e protege-as da doença e das suas complicações".

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

DIA MUNDIAL DO CORAÇÃO
26 de Setembro
Estilos de vida saudáveis
Ter saúde e sentir-se jovem e com energia depende mais do estilo de vida do que dos cuidados médicos, por melhores e mais especializados que estes sejam. “Neste contexto, a alimentação é considerada o factor mais importante. Consumir vegetais e fruta em quantidade, comer peixe e proteínas saudáveis em quantidades adequadas, consumir gorduras saudáveis em quantidades moderadas, ingerir alimentos ricos em fibra vegetal, reduzir o consumo de sal e beber moderadamente vinho tinto às refeições, são atitudes que permitirão evitar muitas doenças e ajudá-lo a ter melhor qualidade de vida.” Por outro lado, os benefícios para a saúde e bem-estar resultantes da actividade física são tão importantes que ninguém deve permitir-se não ter uma vida activa. “Se é sedentário, lembre-se de que nunca é tarde demais para iniciar um programa de actividade física. Se quer ter uma óptima saúde e aumentar a energia e o vigor, dedique, na maior parte dos dias, cerca de 20 a 30 minutos a actividades aeróbias. Semanalmente, faça exercícios de resistência em dois a três dias, não consecutivos, e, finalmente, não se esqueça dos exercícios de flexibilidade, pelo menos três vezes por semana”, adianta Manuel Carrageta. Se é fumador, marque o Dia Mundial do Coração para abandonar o vício. Segundo o presidente da FPC, “deixar de fumar é seguramente uma das melhores coisas que podemos fazer pela saúde, não só porque reduz o risco de doença cardiovascular mas também de vários cancros e de bronquite, enfisema e melhora ainda a sensação de bem-estar e a qualidade de vida”.
http://saude.sapo.pt/saude-medicina/checkup-prevencao/artigos-gerais/trabalhar-pela-saude-do-coracao.html?pagina=2

quarta-feira, 26 de maio de 2010

10 dicas para os pais lidarem com situações de bullying.
#1. Aprenda a valorizar o facto de ter tido conhecimento de que o seu filho está a ser vítima de bullying. Sabendo pode agir.
#2. Mantenha acalma e não procure fazer justiça pelas próprias mãos.
#3. Evite procurar imediatamente os pais do agressor.
#4. Não diga ao seu filho para se vingar.
#5. Por menor que possam ser os acontecimentos, encare-os com seriedade.
#6. Faça perguntas para descobrir o que aconteceu.
#7. Confie nos professores mas mantenha-se em contacto regular com eles e acompanhe o evoluir da situação.
#8. Reporte à polícia todos os ataques físicos.
#9. Se as autoridades escolares não agirem, não desista: insista e exija a resolução do problema.
#10. Se a situação se prolongar sem que as autoridades educativas tomem medidas adequadas, transfira o seu filho de escola.
Adaptado de um texto de Ramiro Marques

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Dicas para identificar situações de bullying:
Dica #1: tem dificuldade de concentração, anda triste e silencioso;
Dica #2: quer fazer um caminho diferente para ir à escola;
Dica #3: demonstra súbita falta de interesse pelas actividades escolares;
Dica #4: tem queda repentina nas notas;
Dica #5: de repente prefere a companhia dos adultos;
Dica #6: evita certas áreas da escola;
Dica #7: queixa-se de ameaças e agressões;
Dica #8: torna-se repentinamente irascível e rebelde;
Dica #9: sente-se deprimido;
Dica #10: apresenta repentina perda de respeito pelos professores e funcionários.
Adaptado de:
http://www.profblog.org/

domingo, 7 de março de 2010

BULLYING

Vigiar, educar e responsabilizar crianças é preciso.

O que fazer com os nossos filhos quando estes evidenciam, com a tortura reiterada dos seus pares, o lado mais negro do ser humano?

Leonor Paiva watson
Na semana passada, Portugal acordou com a notícia de um menino, 12 anos, que se suicidou após sofrer agressões continuadas por parte de colegas. Terá dito: "A mim não me batem mais". A ele, de facto, não lhe batem mais. A ele, de facto, a vida não bate mais. O país, meio acordado do pesadelo, inquire a medo: o que se passou? Como pôde isto acontecer? Escreveram-se notícias, fizeram-se reportagens, encheram-se programas matinais com o assunto. E muita gente falou, e muita gente avançou soluções sobre como prevenir situações destas. Prevenir. Mas poucas pessoas sugeriram como actuar depois de já terem acontecido. Se, por um lado, aquele menino podia ser o nosso filho; por outro, os outros que o agrediram também podiam ser os nossos filhos. E ninguém arrisca. Abriu-se um inquérito e, de repente, começamos a ouvir, vezes de mais, as palavras "alegadamente" e "eventuais". Meio acordado, em choque, o país enfrenta a dura verdade - que amiúde nega - de que as crianças, os pré-adolescentes, os adolescentes não são anjinhos, desprovidos da dimensão mais negra do ser-se humano. Enfrenta, a medo, que a crueza e a crueldade serão tão naturais no animal humano como a compaixão e a empatia. E que numa criança tudo isto está em evidência de forma mais intensa, porque a auto-regulação aprende-se com o tempo, com a vida, com os exemplos. Com a Educação, enfim. Então, o que falhou aqui? Em Mirandela, e no Mundo inteiro onde haja um recreio com crianças? Vigilância. "São precisos mais vigilantes nos recreios. O recreio de uma escola é tão importante como a sala de aula. É nos recreios que estas coisas acontecem. E depois são precisos mais psicólogos nas escolas", avançou o psiquiatra Daniel Sampaio. Resolverá este problema toda a vigilância do Mundo? "É necessário que a escola, a partir dos alunos, desenhe um programa de actuação para evitar a violência entre pares. É sensibilizar, é responsabilizar, é educar. Estas situações evitam-se através das testemunhas que não podem permitir, não podem silenciar", continuou. O Leandro não viveu para esse admirável mundo novo onde a justiça se impõe ao medo. As águas do rio Tua engoliram a aflição, o desespero, a ausência de esperança deste menino. O país quis saber e parte da comunidade local respondeu titubeante. A Associação de Pais , por exemplo, começou por dizer que não havia registos de violência na escola, admitindo depois que, afinal, não era bem assim. A escola ficou-se por poucas palavras. Demasiado poucas... Volvida uma semana, surgem os especialistas. Para uns, a culpa é da escola e da associação de pais; para outros, é dos pais que não aparecem na escola quando são convocados para resolver o comportamento dos filhos; para outros ainda, é do porteiro. E todos avançam soluções para o futuro, para que não se repita. Mas, entretanto, morreu um menino, o Leandro; e ninguém, ainda, falou, dos colegas que o maltrataram. A culpa parece ser de todos (tenham ou não tenham condições de trabalho), menos de quem o maltratou. Ainda ninguém perguntou: o que fazer com estes miúdos? "Se forem identificados têm que ser punidos. Devem ser punidos de acordo com o regulamento da escola. A escola tem que ter um regulamento que contemple estas situações. Uma solução deverá ser o trabalho comunitário. Trabalho para a escola. É preciso responsabilizar ", concluiu. Responsabilizar, a palavra temida Responsabilizar. Parece ser esta a palavra que custa tanto dizer relativamente às crianças, aos pré-adolescentes, aos adolescentes. Colocar panos quentes - branquear - parece ser mais fácil do que desmontar esta ideia de que os meninos são anjos. "A representação que os adultos fazem das crianças é que estas são felizes e boazinhas", justificou Paula Cristina Martins, investigadora da Escola de Psicologia, da Universidade do Minho. Esta psicóloga toca no ponto nevrálgico: "As crianças são pessoas. Ponto. E pessoas que vivem de uma forma muito mais intensa as suas emoções - tanto as negativas como as positivas -, porque lhes faltam mecanismos de regulação". Ou seja, falta-lhes filtro, estão em estado bruto, verdadeiro, puro, sendo que pureza não significa apenas generosidade. É ao longo de uma vida que vamos aprendendo a civilização, por oposição à animalidade de que, na base, somos feitos. Todos. "Começa-se pela hetero-regulação, isto é, são os pais, os educadores, que regulam o comportamento do jovem; depois passa-se a uma fase de co-regulação, em que o menor vai aprendendo com o outro como se controlar. Finalmente, chega-se à auto-regulação, isto é, aquele, sozinho, consegue decidir e encontrar o seu equilíbrio", explicou esta investigadora. O equilíbrio para contornar um dos nossos instintos mais básicos e difíceis: a agressividade, a necessidade de ter e proteger território. De ter poder. A base do bullying Poder. Uma criança, um pré-adolescente, um adolescente são pessoas a nascer para o grupo. Enquanto que em casa têm o seu papel definido, fora de portas são apenas um entre milhares. Nada mais natural do que, instintivamente, engendrar formas de contrariar esse anonimato. Há uma necessidade de afirmação. No seu lado mais negro, essa afirmação faz-se à custa do outro. Da troça, da ridicularização, da humilhação, da ameaça, da força física. "Há um elemento ou um grupo que identifica outro como sendo mais vulnerável - ou porque usa óculos, ou porque é mais gordinho ou magrinho, ou porque se veste de forma diferente - e vai agir sobre essa vulnerabilidade. Utilizando a derrubação, fica no centro das atenções. Dá-lhe status, poder ", evidenciou D'Jamila Garcia, psicóloga e a cumprir doutoramento nesta área. Se o alvo não se defende, a tendência é repetir-se outra vez. E outra e outra. Até porque, a dada altura, isto engloba todos os que estão à volta, quanto mais não seja, porque ninguém denuncia. "Acabam por auxiliar o agressor, ou com reforço positivo, quando puxam pela vítima ou avisam o agressor de que ela vai ali a passar; ou quando silenciam, por entenderem que não têm força para intervir ou desvalorizarem o sofrimento da vítima. Para estes, é só na brincadeira. A dada altura, isto já não pára - a não ser que haja intervenção dos adultos - porque os papéis já estão definidos e já se espera aquele comportamento do agressor", alertou aquela investigadora. As consequências são devastadoras: o agressor aprende a relacionar-se na base da humilhação; e a vítima enfrenta o desespero, o medo, o isolamento, a vergonha, traduzidos muitas vezes no absentismo para escapar à tortura. No caso do Leandro, o suicídio. "Explicados os mecanismos e as causas, não nos percamos nelas. Preocupemo-nos com a solução", pediu D'Jamila Garcia. Solucionar: tolerância Zero Solucionar passará por, primeiro, perceber que as crianças não são anjos, antes seres em construção. E ocorrem três atitudes em desuso: vigilância, educação, responsabilização. Passará, depois, por envolver a comunidade inteira. "É preciso, de facto, uma aldeia inteira para educar uma criança", avança Ana Maria Tomás Almeida, investigadora da Universidade do Minho. "Todo o contexto e todas as circunstâncias são para ter em conta. A tolerância deve ser zero e, para isso, temos que implicar a escola, os pais e os miúdos numa procura de responsabilização. Mostrar-lhes o que fazem e as consequências do que fazem. Mas não pode passar apenas pela contenção, pela proibição, porque, depois, quando não estão perto do adulto, voltam a repetir comportamentos mais agressivos. Tem que passar por uma educação que os inclua numa procura de responsabilização", afirmou a investigadora. Basicamente, "a necessidade de afirmação tem que assumir formas socialmente aceitáveis", atira Paula Cristina Martins. Os pais, a escola, os alunos devem perceber que comportamentos destes não são aceitáveis. "Quando o bullying ocorre, ninguém o pode ignorar. Os colegas, por exemplo, não o podem permitir, devem denunciar. Não pode ser desvalorizado por ninguém. Não é uma brincadeira. Tem consequências", reiterou D'Jamila Garcia. No caso do Leandro, a consequência foi a morte. Não pode ser permitido assobiar para o lado. Incluir a escola, os pais, os alunos nesta discussão é imperativo, bem como dar-lhes os meios e a autoridade para desempenharem os seus papéis. Importará, obviamente, prevenir o futuro, atribuindo a todos os intervenientes apoio. E responsabilidades. Mas importará demonstrar, também, e desde já - porque morreu uma criança - que comportamentos destes não são toleráveis. Mesmo que quem os tenha sejam os nossos filhos. Que não é possível branquear a troça, a ridicularização e as humilhações repetidas. Porque podem levar à morte de outrém. Como no caso do Leandro. Que tinha 12 anos. Apenas.
Adaptado de um artigo do Jornal de Notícias